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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Casa-te comigo

Foi a roubar-te aquele abraço que a minha vida mudou!
Senti-me a dizer-te o 'sim' na igreja, senti-me a fazer as promessas de amor eterno, porque foi ali que entendi, que estava gravemente apaixonada.
Não havia nada a fazer, eu tinha assassinado ali grande parte de mim, não foi bem um suicídio, porque nunca senti que aquilo era eu.
Tudo aquilo que sempre quis afastar tinha morrido.
E até me apetece fazer um funeral como nos filmes, bora juntar os amigos, beber Uns copos e comer.
Bora? Bora lá.
Aproveito e digo-lhes que estou de volta, que o amor por ti me trouxe de volta.
Aí as pessoas trocam de roupa, de preto para branco, tu entras, e passa a ser o nosso casamento.
Passamos a estar na praia, numa cabaninha mesmo fofinha, com cavalos e com uma cerimónia linda!
Até já sei o nome do nosso primeiro filho, Afonso Rodrigo, já imaginaste?
Eu ainda estou a imaginar, já acabei o luto, quero é mesmo começar a viver com quem está vivo.
Sim, já nos imagino na lua de mel.
Conheço uma cidade na Bélgica que ias mesmo gostar de conhecer.
Vamos tratar disso tudo,  dos promenores da festa, da cor do vestido, da cor do cavalo.
Juntaste a mim?! Aceitas casar comigo?!
Posso desaprender muita coisa, menos a amar-te! 

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