De repente, as minhas costelas ficaram vazias... Não há nada aqui dentro.
Não há nada para sentir, ninguém me faz sentir nada.
Não ouço o bater dele... Só sei que ele lá está, porque continuo viva, e mesmo assim duvido das suas funções.
É certo que sinto o sangue a correr. Mas também sinto que tudo o resto parou! Com certeza tenho de voltar a loja, e manda-lo para a garantia.
Todas as máquinas têm avarias, provavelmente ele avariou, e se não tiver conserto, que me dêem um novo.
E se não derem um novo, peço livro de reclamações.
E aí eles vão ter problemas. Tenho de ter é noção, que nesta altura do campeonato e como vai o mundo, o que não falta são máquinas dessas avariadas. Já ninguém sabe como fazer bater o próprio coração quanto mais ajudar os dos outros a bater. Anda para aí tudo a empancar os botões do On... Tudo a dizer 'amo-te' sem saber o que essa porcaria significa. E claro, com tantos 'amo-te' sem o 'amo-me' a dar, logicamente teria de acabar em descarga de bateria, ou a queimar o motor.
Se o nosso próprio coração é uma máquina como esperamos que tudo o resto envolvente não seja?! Vivemos como máquinas e para máquinas.
Namoramos por telemóvel. Acabamos por Facebook. Apaixonamo-nos por perfis desconhecidos. E incomendamos outro quando estamos cheios do que temos.
Sinto falta do amor, sinto falta da minha máquina!
E apesar de todos os efeitos secundários, o amor ainda é o melhor remédio, e neste momento, sinto-me doente.
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
Máquinas
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