Não sou dona do tempo, apesar de já ter desejado ser. Adiantar, atrasar, e até mesmo parar um relógio.
Tic Tac, tic tac, tic tac, é tudo uma questão de som, mas atormenta-nos até ao fim dos nossos dias.
É tão forte, que torna-se capaz de nos enlouquecer.
Tempo, tempo, tempo. Por vezes, não temos tempo para nós mesmos, outras, pelo contrário, não sabemos o que fazer com ele.
Com o tempo, a criança que não sabia andar, aprendeu a dar os primeiros passos, e deixou a mãe cheia de alegria.
A mesma criança, cresceu e deixou de usar o brinquedo que usava desde criança, que foi trocado por um novo.
Depois, foi para a escola, e deixou de querer a protecção da mãe, até que se apercebeu que a vida é fria e dura, e não há ninguém como a nossa própria mãe, ninguém nos ama da mesma forma que ela, ninguém dá tudo por nós, como ela dá, e ninguém cumpre tão bem as promessas de eternidade como ela.
Após isso, o tempo que não tinha para ela, passou a ser todo aquele que usava com quem não soube usar o tic tac do tempo, e agora??
Agora está de joelhos, a chorar por não ter mais tempo de lhe dizer que a ama mais que tudo, independentemente do tempo disponível.
E prometeu a si mesma, que nunca mais iria desperdiçar tempo… porque ele mata.
Quem ama luta, não desiste.
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