Estou cansada, estou completamente possuída pelo cansaço.
Este caminho está a ser demasiado duro, e eu estou demasiado frágil, todas as forças evaporaram-se. Deveria ser algo fácil e claro, ter-te a caminhar do meu lado, mas tu nem lá estás.
Estas a ser completamente detido pelas ideias atrasadas desta sociedade, se é que lhe podemos chamar assim. Toda esta ideia de egoísmo está-se a apoderar de ti, e toda esta confusão, está-se a apoderar de mim.
Alcancei o instante da dúvida, já nem sei reconhecer o dono do erro, se eu que dou tudo por amor, ou se tu que não sabes aceitar que te amem mais do que tu sabes amar.
O fim deste caminho, é uma recta enorme, parece fácil vista daqui, com vários atalhos, e até lhe consigo avistar o fim, mas precisamos de descansar. Não faltam bancos, e um dia, em que todo o sofrimento e amargura seja maior que a vontade e amor, vou te soltar, deitado a respirar calmo e a sorrir, como uma criança, com os teus sonhos, aqueles que só tu os tens.
Não te vou dizer ‘adeus’, porque seria demasiado doloroso, deixar-te e despedir-me, mas sei que num simples gesto de um pequeno beijo na testa, que tu vais sentir, vais-te aperceber que foi o último. Mas não ficas sozinho, há uma coisa minha que ficará sempre contigo, o coração, e parte dele só veio comigo, porque preciso dele para me bombear o sangue que me corre nas veias, e me dá força para chegar ao destino.
Vai ser tudo mais triste, todas as árvores e campos verdes, vão simplesmente ser isso, campos verdes e árvores, e todos os pássaros que nos cantavam e encantavam, vão passar a ser isso mesmo, simples pássaros.
Quando acordares, do teu lado vai estar a flor, aquela que me deste quando iniciamos este caminho e me prometeste o mundo, e vais-te aperceber, que nunca ninguém te irá amar como eu.
E eu ? Eu cheguei ao fim
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