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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Eternidade ou não , PF

E ali estava ela ,Inês, decidida a fazer a viagem da sua vida, algo que poderia mudar tudo.
Era uma criança indefesa,mas decidida e empenhada nos seus sonhos!
Naquele momento sentira-se sozinha, e à vista humana,ela estava rodeada de pessoas!
Sempre fora acarinhada por toda a gente, mas tudo tinha mudado.Toda a gente tinha uma palavra a dizer sobre ela.
Fazer parte da vida de alguém, não é caminhar com essa pessoa na rua, ir para festas, dançar a noite toda,partilhar a mesma diversão.
Fazer parte da vida de alguém era o que ela estava à procura!
E partiu, sozinha, como achava que se encontrava!
O caminho era longo,mas ela arriscou.
Foi,partiu, volto a dizer sozinha ... pelo caminho foi encontrando pedaços de pão,migalhas, pareciam querer indicar-lhe algo.
Sem destino,decidiu arriscar, seguiu-as , não havia nada a perder,nem ninguém parecia estar preocupado com o risco que poderia correr.
Pelo caminho, foi encontrando paus, sabia que iriam fazer falta,pois a noite aproximava-se e iria necessitarde algo que a aquecesse, pois mais uma vez, estava sozinha.Foi caminhando e vendo a beleza e a tranquilidade que a selva transmitia, apanhando as migalhas e deixando as lágrimas.
Como é que se pode perder tudo de um momento para o outro? Será que ela tinha tudo? Ou era apenas uma dona de ilusões?
A noite escura aproximava-se e ela estava cansada ...
Decidiu parar, os paus eram suficientes e sentira-se fraca e com frio.
Pousou a mochila pesada, que apenas traziam fotografias, as ilusões. Pegou no isqueiro, e acendeu os paus.
Com a pouca luz, conseguiu avistar uma espécie de estátua, que levara a uma porta.
Tinha começado a chover, quase sem forças deixou as ilusões para trás.
Empurrou a porta, ao faze-lo uma luz acende, dirigida a umas letras escritas à mão na parede. "templo da ami za e" parecia algo antigo e já faltavam letras ... mas fazia sentido. 
Ela estava assustada, mas decidiu entrar, sentiu-se quente e não chovia.
No mesmo momento que entra, a porta fecha-se, Inês grita mas de repente cala-se, sentiu algo nostalgico!
Sentiu que já tinha estado naquele lugar, olhou para trás para ver se estava alguém. Estava sozinha, até que ouviu uma voz a chamar por ela..Seguiu a voz e foi dar a um largo onde estava outra estatua similar à anterior ... mas esta parecia-lhe mais familiar,,mas não se conseguia lembrar o nome, quem era ou de onde a conhecia.
Como estava sozinha, Inês decidiu abraçar a estátua, algo estupido,mas ninguém iria saber que o tinha feito...A estátua ganhou vida, e disse "finalmente encontraste-me, confia em mim, nunca mais estarás sozinha"
Inês parou, e pensou no que tinha deixado para trás, não queria voltar para fora para pegar na mochila, com isto, limpou as lágrimas e abraçou-a, após uma brisa fresca Inês ficou também em pedra.
E ficara ali para sempre, a estátua da amizade nunca mais a deixou ...
Até ao dia em que alguém encontrar aquele caminho de novo! A verdade não estava nas palavras,mas sim nos gestos!

"não procures a verdade, ela virá ao teu encontro"

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