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domingo, 28 de setembro de 2014

(...) é que apesar de ir, eu amo-te

Hoje procuro-te no brilho da lua. Precisava que ouvisses umas coisas que tenho guardadas. Mas como sempre, não estás. Talvez com alguma magia, consigas sentir o que tenho para te dizer. 
Eu tenho de ir, não quero, acredita que ainda nem sei como vou dar o passo em frente, mas tenho de ir. O meu pé direito prende-me, sabes? Aquele 'teu' pé. 
Vim-me despedir de ti. Sinto-me um bocado ridícula, porque só hoje percebi, que vou desistir de algo que foste a primeira a desistir. Contudo, hoje vim sem armadura, vim completamente nua, para me veres exactamente como quero que vejas.
Desculpa, mas eu não consigo ficar mais aqui. À espera de algo, que já nem tu acreditas. Eu sei, eu sei que acreditaste, as tuas palavras disseram-no, os teus olhos falaram-no, as tuas mãos mostraram-no. Mas eu não posso manter-me mais no passado, parar a minha vida, quando tu continuas todos os dias a caminhar em sentido oposto e cada vez mais longe. As tuas palavras já nem me falam, os teus olhos já nem me olham, as tuas mãos já nem sabem o caminho até mim. 
Todos os dias acordo com as tuas promessas na cabeça, dão me força para mais um recomeço, mas adormeço sempre com o vazio de mais um dia sem uma palavra. 
De todos estes dias sem ti, sabes qual foi o que mais me custou adormecer? Aquele que além da ausência de palavras, de carinho, teve a ausência do teu olhar, do teu conhecimento. Tu amavas-me, ok, eu acredito. Mas naquele dia, tu conseguiste não me ver no mesmo espaço que tu, conseguiste esquecer cada beijo, cada toque, cada noite passada em conversas de tudo e de nada, e fazer de conta que nunca me chegaste um dia a conhecer. 
Posso esquecer cada palavra tua um dia, posso até esquecer cada acção, mas tudo que me fizeste sentir eu não vou esquecer, e esquecer que um dia tiveste perto de mim e tão longe como um desconhecido, será completamente impossível. 
Sei que prometeste vir, mas acho que já lhe prometeste ficar. E ficaste. 
E eu tenho de ir... porque já nem tu me queres aqui. Não sei bem onde vou, mas sei que tenho de ir. Por mim, e por ti. 
Não te prometo não pensar mais em ti, não te prometo não te procurar. Mas prometo que vou, sem destino, sem fim, apenas vou. 
A minha mala é demasiado pequena para levar tudo que estes meses me deram de ti, por isso, decidi levar as coisas boas que me ensinaste, as coisas inesquecíveis que me fizeste sentir, e as nossas memórias, prometo deixar tudo o resto aqui. 
Quero de ti, levar o melhor. Acabei por me aperceber que não te tinha que odiar, aliás eu não tenho de odiar ninguém que não consegui manter comigo, que seguiu outro rumo, se te amo tenho é de aceitar a vida que escolheste, e que não me inclui. 
Obrigada pelo melhor sentimento da minha vida, obrigada por uma grande história, infelizmente incompleta, obrigada. 
Sei que já foste, e provavelmente nem levaste mala nenhuma, mas não faz mal, eu levo coisas que chegue pelas duas. 
Espero que estejas bem, porque chegou a hora de eu ficar. E não sei se reparaste, hoje decidi falar realmente de mim para ti. from me to her. 
Vá, chegou a hora de me despedir a sério. Espero que sintas este abraço. Desculpa te ter molhado os braços, juro que não queria que me visses a ir e a chorar. 
Foi um prazer. Quero que a última coisa que saibas de mim, é que apesar de ir, eu amo-te.





(Carolina Deslandes ft Agir - Mountains) 




sábado, 27 de setembro de 2014

De 'precisava escrever'

'Tudo bem se de vez em quando eu precisar de você? Se assim, sem mais nem menos, eu precisar te ver ou ter notícias suas? Tudo bem se de vez em quando eu tirar da gaveta aquela foto antiga, aquela lembrança esquecida, aquela saudade contida? Está tudo certo se eu por algum momento esquecer tudo de errado que aconteceu entre nós e fantasiar que podia ter dado certo, que você ainda poderia estar aqui, que eu e você poderíamos ter mudado, que a vida poderia ter tomado outro rumo? Tudo bem se eu me lembrar de você naquele cheiro, naquele gosto, naquele lugar, ouvindo aquela música? Tudo bem se eu voltar onde a gente já foi um dia e perceber que tudo está tudo igual, menos o sentimento que existia entre a gente? Se eu deletar os momentos ruins e querer valorizar só o que foi bom? Se colocar cada dia difícil na sua conta por você não estar aqui perto de mim? Se te odiar por ter desistido da gente e ignorar o fato de que eu também desisti um dia? Se de repente resolver passar alguns minutos imaginando como seria a vida se você ainda estivesse aqui? Tudo bem pra você? Se uma vez ou outra isso tudo explodir aqui dentro e você ter notícias minhas, meus pensamentos voarem até aí, e se por alguns instantes o passado voltar à tona? Espero que esteja tudo bem sim, porque logo tudo isso passa. Eu me lembro do caminho que me trouxe até aqui e todos os motivos de tudo ter acontecido exatamente como foi. Guardo a foto na gaveta e as memórias em um cantinho do peito, e tudo que desejo é que, apesar dos pesares, você às vezes, mesmo que sem querer, precise um pouquinho de mim. Relembre e esqueça novamente. Acredite e duvide uma vez mais. Sinta falta e depois me apague. Por mim está tudo bem'

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

rehab

Continuar a acreditar em nós, é como me injectar diariamente. A sensação é óptima, mas vai me matando um pouco mais todos os dias, até ter uma overdose.
No meu braço, já não resta espaço para agulhas. Às vezes também te snifo, ou fumo. Adoro o sentimento após te consumir, faz-me vaguear e acreditar no 'Once upon a time'. Mas como todas as drogas, tu também acabas.
E é aí, só aí, que me apercebo do quão dependente estou de ti.
Sei que um dia me vais matar, por isso talvez seja melhor ir para rehab.
Sim, é isso mesmo, vou para rehab antes que mates os meus orgãos!

domingo, 7 de setembro de 2014

6/9/2009

6/9/2009
Quando me apercebi que era 'hoje' um ser (bastante insensível por sinal xD) disse-me 'Já vais escrever um texto' .... Ah pois claro que vou, nem poderia eu deixar esta data passar sem eu dizer alguma coisa, mesmo sendo todos os anos o mesmo. Há quem festeje namoros, casamentos, eu festejo a maior mudança da minha vida. 
Ha precisamente 5 anos, por esta hora, como miuda de 17 anos que era, estava totalmente aterrorizada para o que vinha aí... A emigração. Uma volta de 1000 graus na vida de qualquer pessoa que passe pelo mesmo, e quem já passou sabe exatamente o que estou a dizer. 
Para trás ficava o meu irmão, a minha família, o Basket, a minha equipa, os meus amigos, o meu país, a minha cidade, os meus costumes, enfim... A minha vida. Nunca pensei que que um país tao estranho ne fosse trazer tantas coisas boas, e tantas pessoas inesquecíveis. 
Dank u wel Belgie, pela enorme mudança que nos deste. 
E para aproveitar a onda dos agradecimentos, tenho mais alguns a fazer, porque nunca é demais agradecer a quem nos ajuda a construir quem somos. 
Obrigada pai e mãe, por me mostrarem todos os dias o caminho certo a seguir, mesmo que por vezes chatinhos. 
Obrigada kiko, por esperares todos os dias por mim após trabalho, e por me acordares tantas vezes ao meio da noite. ( se eu dissesse isto ao kiko, aposto que ele entendia assim 'bla kiko, bla bla bla bla após trabalho, ticia chega e da me de comer, bla bla bla dormir, bla bla' 
Obrigada Silvério Faria e Rita Oliveira por me terem dado a coisinha mais preciosa da minha vida, sou a tia/madrinha mais babada do mundo. Obrigada também Rita, por me cheirares os pés quando chegavas a casa. 
Obrigada Patrícia Atilano e Diana Mendes , por me terem durante 9 anos me terem preparado para algo assim, para a luta, contra as lágrimas, e contra mim mesma. Espero estar a corresponder as vossas espectativas. 
Obrigada Diana Alves bem, a ti... Obrigada por tudo, por seres desde início tudo para mim. Sempre presente. Obrigada também por me teres proporcionado uns bons meses de aprendizagem e por teres deixado quase sempre o espaço para eu dormir na cama :b 
A ti Cláudia Costa , ( apresento-vos o ser insensível ) obrigada por me teres mostrado que é impossível nos conhecermos a nos próprios inteiramente, por me teres dado a conhecer sempre tudo que eu era e do que sou capaz. Por basicamente me teres proporcionado momentos inesquecíveis das tuas curtas férias cá. 
Obrigada , a toda a família que nos espera sempre que vamos de férias. A saudade por vocês é enorme. 
Desde que ca cheguei já conheci muita gente, gente que me ensinou muita coisa, boa ou ma, eu sei que ninguém passa na nossa vida por acaso. Mas hoje, sinto-me na necessidade de agradecer a quem no último ano fez de mim uma pessoa mais feliz, e que me fez seja por momentos ou não, sentir que também posso ser feliz cá,Marina Sousa , Pedro Ribeiro , Dinis Mota,Carla Couto , Tiago Ferreira . Basicamente vocês que me alegraram em tantos dias menos bons, que fizeram das tardes de seca, otimas tardes, e que fizeram noites normais, de grandes noites. Todos vocês mostraram estar comigo para o que der e vier, estiveram do meu lado no dia mais difícil da minha vida, e seguraram-me bem para eu não cair. Obrigada. 
Acima de tudo, sempre me protegeram e lutaram comigo mesmo quando era impossível (Marina e Pedro, basicamente estes foram vocês *.*)
Bem, agora tu Ricardo Sampaio . Agora é que dou a certeza as pessoas que és meu namorado ahaha (é nada minha gente). Foste a primeira pessoa que conheci ca, e não escondo, nem nunca vou esconder tudo qu es para mim. Somos tão diferentes que chegamos a completar o dia um do outro. És sem dúvida o maior tesouro que ganhei ca, porque podem não ser exatamente 5anos, mas estamos la perto. Para ti não ecxistem palavras, obrigada melhor de sempre. 
Agora a ti, desconhecido, obrigada também por me fazeres amar em terras belgas! 
Obrigada também a todos os outros que sendo por muito ou pouco tempo, foram deixando um pouco de si en mim. 
Que venham mais alguns aninhos, e se forem tao bons quanto este, serão sem dúvida fabulosos. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Apenas ... E só !

Hoje quero te contar algo... Só uma coisinha. Só uma mesmo, coisa pouca! Chega de pensares que passo o dia com saudades tuas, como dizes ter minhas. Chega, deixa de ser paranóico, eu só tenho saudades tuas quando respiro. 
Só... Leste bem? 
Não, eu não tenho saudades quando me vens a memória, ou quando passo por sítios que já foram nossos, ou quando ouço músicas minhas escritas para ti (quase musicas minhas escritas para ti vá) ou até quando cheiro o mesmo perfume que tu usas. Não. Não. Não. Eu só tenho saudades tuas quando respiro. Apenas e só quando respiro. 
A verdade é só esta, por favor, sendo assim, vem e fica aqui, corta-me a respiração.

domingo, 24 de agosto de 2014

Anda

O que me mantém perto de ti,  são as nossas conversas guardadas.  Aquelas que mais ninguém vê,  que mais ninguém sabe.  Hoje li uma que dizias 'Anda'...  Que saudades de ir...  Que saudades de puder ir.  De pegar no carro e estar logo onde querias que estivesse,  logo onde eu queria estar. 
Que saudades...
Bastava dizeres agora para eu ir...  E eu ia até ao fim do mundo se lá estivesses.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Desejo-te

Tudo o que eu queria,  agora que fechei os olhos era adormecer,  e ter uma noite calma de sono como há muito que não tenho,  mas cada vez que tudo fica escuro tu voltas e aceleras o meu coração. Então,  abro os olhos novamente.  Impossível adormecer com o coração a bater desta forma.  Quase tão rápido como quando me tocavas.
Parece-me que esta vai ser uma daquelas noite cheia de pesadelos,  e que acordo com a sensação que passei a noite acordada.
cansada e exausta. 
Só agora entendi, que aquela célebre frase 'be careful what you wish for, cause the truths a little different', não é apenas um mito.  Durante dias, e noites desejei trocar um ano da minha vida por apenas mais um dia contigo, nunca pensei eu que o karma me fosse atacar desta forma.  Não quero mesmo perder um ano da minha vida,  não desta forma.
Karma is a bitch.  He is indeed. Or she is.
Por isso, apartir de hoje,  vou pensar duas vezes e cuidadosamente nos meus desejos. Por isso cá vai,  Desejo-te.
Acho mesmo que é o nosso verbo este..   Eu Desejo-te...  Tu desejas-me...  Ela Deseja-te. Ok...  Paro já aqui.  Que raio de triângulos. Assombram-me mesmo.
Achas que me posso ficar pelas duas primeiras pessoas? Ou até saltar a terceira e incluir a quarta pessoa? Tipo...  Nos desejamo-nos.  What the hell?!  Não é isso mesmo que importa?
Falando de dias...  Ou até de horas...  Parece tão perto a última vez que te senti.  Mas quando transformamos isso para horas,  ou até para minutos...  Damn...  Parecem anos.  E são esses anos que fazem as minhas saudades.
Os ciúmes estão a transformar as minhas borboletas em lagartas. Sim,  eu sei que é ao contrário..  Mas foi exatamente assim que deixaste o meu mundo.  Upside-down. 
Sinto-me a regredir,  exatamente como sinto a desconhecer-te.  Nem sei bem se esta palavra existe ou se foi mais uma que criei no nosso dicionário. Tipo aquele verbo do respiro-te.
Bastaram uns simples km para sentir que te desconheço.  E acredita em mim, que depois de te conhecer isto é sem dúvida o sentimento que mais magoa,  desconhecer-te. 
Deixei de saber o que fazes,  como acordas,  o que vestes...  Até o que comes.  Deixei de saber se acordaste com voz 'estúpida',  como pudeste tu chamar tal nome a tua voz. Deixei de te ouvir as tantas da manhã quando o relógio andou umas 5h em apenas 5min.
Continuas forte? Continuas convicto do que queres? Do que sentes?
E cá estou eu, a transcrever as perguntas que me assombram todos os minutos desde acordo.  Ya,  quando durmo,  os sonhos são outros,  tu sabes. 
Quero-te ver...  Preciso de te ouvir. 
Não me deixes regredir...  Diz-me que ainda queres ver as estrelas comigo, ir ao cinema, jogar basket, dançar kizomba. Diz-me que esta ainda continua a ser a nossa luta. Diz-me que não fiquei sozinha no campo de batalha. 
Abraça-me,  nem que seja um segundo, preciso de saber que ainda me queres. 
Preciso de saber que ainda te conheço.
Boa noite LR.